Legado · Validação mecânica · Dados de entrada

Dados de entrada — creep compliance e históricos térmicos

Dados de entrada — creep compliance e históricos térmicos

Página de orientação para quem chega ao portal e pergunta: onde está a JJ que vocês usaram? de onde veio? quais números? qual temperatura eu carrego?

Artigo (citação canônica): Gomes & Souza, Revista IRC v. 1 n. 2, 2026 — DOI 10.70271/rirc.v1n2.a009.
Pacote Python (membros): irc-creep — função mat.J(t, z).

Mapa rápido — perguntas frequentes

Pergunta Resposta curta Onde baixar / ler
O que é a creep compliance JJ? Deformação por unidade de tensão em tt, para carga aplicada na idade zz: J(t,z)=ε(t)/σJ(t,z)=\varepsilon(t)/\sigma (degrau). No concreto jovem, JJ depende de zz. Esta página; artigo §§3–8
De onde veio a JJ do artigo? Concreto da UHE Itumbiara (Andrade et al., 1997). Há um modelo empírico fechado (Tabela 1 do artigo) e um ajuste reológico D0+D1+D_0+D_1+núcleo Kelvin (Tabelas 3–4), usado no algoritmo incremental. CSVs abaixo; itumbiara_material()
Qual modelo entra no solver ηn\eta_n, qnq_n? O reológico (cadeia de Kelvin com envelhecimento), não a fórmula ln\ln da Tabela 1. A Tabela 1 é a origem / referência empírica do mesmo concreto. ref_itumbiara_espectro_kelvin.csv, ref_itumbiara_coefs_exp2.csv
Como obtenho J(t,z)J(t,z) numericamente? Membro: mat = itumbiara_material(); mat.J(t, z). Público: CSVs pré-tabulados para z0=3z_0=3 d e z0=28z_0=28 d. J z=3, J z=28
Qual histórico térmico da laje fixa? Centro (e média) de laje L=3L=3 m sobre terreno, geração tipo Hill, convecção nas faces — Seção 9.2. CSV T
E os campos separáveis (Fig. 6)? Não usam o CSV da laje. Usam θ(t)=T0[eλ(tt0)1]\theta(t)=T_0[e^{-\lambda(t-t_0)}-1] com t0=3t_0=3 d, T0=20T_0=20 °C. θ cilindro; doc térmica

O que é J(t,z)J(t,z)

A creep compliance (função de fluência total) J(t,z)J(t,z) é a deformação por unidade de tensão no instante tt devida a um degrau de tensão aplicado na idade zz. No artigo e no pacote:

J(t,z)=1E(z)+D(t,z), J(t,z)=\frac{1}{E(z)}+D(t,z),

com DD a parte de fluência (série de Dirichlet–Prony / Kelvin com coeficientes que dependem de zz). Unidades no pacote: JJ e DD em 106/MPa10^{-6}/\mathrm{MPa}; EE em MPa; tempo em dias.

Quem implementa FEM ou um script próprio precisa de JJ (ou de E(z)E(z) e do espectro) antes de comparar tensões. Sem isso, o overlay de CSV na laje fixa não tem o mesmo material de referência.

Duas camadas do mesmo concreto (Itumbiara)

1) Modelo empírico (Tabela 1 do artigo)

Forma fechada publicada por Andrade et al. (1997) e reproduzida no artigo:

Grandeza Forma
Módulo E(z)=z/(aEz+bE)E(z)=z/(a_E z+b_E) com aE=3,619×105a_E=3{,}619\times10^{-5}, bE=7,750×105b_E=7{,}750\times10^{-5}
Coef. de fluência φ(z)=exp(A+B/z)\varphi(z)=\exp(A+B/z) com A=12,420A=-12{,}420, B=1,556B=1{,}556
Compliance J(t,z)=1/E(z)+φ(z)ln(tz+1)J(t,z)=1/E(z)+\varphi(z)\,\ln(t-z+1)

Serve para situar a origem dos dados e para checagens “de engenharia” com a fórmula clássica. Não é a forma que o algoritmo incremental discretiza passo a passo.

2) Modelo reológico D0+D1+D_0+D_1+núcleo (Tabelas 3–4; código)

Ajuste usado nas Seções 8–9 e em itumbiara_material():

J(t,z)=D0(z)+D1(z)j=1Mφj[1e(tz)/τj],E(z)=1D0(z), J(t,z)=D_0(z)+D_1(z)\sum_{j=1}^{M}\varphi_j\bigl[1-e^{-(t-z)/\tau_j}\bigr], \qquad E(z)=\frac{1}{D_0(z)},

com M=11M=11 unidades Kelvin. Cada parcela de envelhecimento é

Dp(z)=ap+bpez/cp+dpez/cp2,p=0,1. D_p(z)=a_p+b_p\,e^{-z/c_p}+d_p\,e^{-z/c_{p2}},\quad p=0,1.

Coeficientes (artigo, MPa1^{-1}; tempo em dias) — Tabela 3:

Parcela apa_p bpb_p dpd_p cpc_p cp2c_{p2}
D0D_0 3,700×1053{,}700\times10^{-5} 5,479×1055{,}479\times10^{-5} 1,110×1051{,}110\times10^{-5} 2,416 16,063
D1D_1 2,838×1052{,}838\times10^{-5} 4,624×1054{,}624\times10^{-5} 6,117×1066{,}117\times10^{-6} 2,416 16,063

Espectro do núcleo — Tabela 4 / ref_itumbiara_espectro_kelvin.csv:

jj τj\tau_j (d) φj\varphi_j
1 0,3099 5,299×1035{,}299\times10^{-3}
2 0,7619 3,488×1023{,}488\times10^{-2}
3 1,873 7,646×1027{,}646\times10^{-2}
4 4,604 1,047×1011{,}047\times10^{-1}
5 11,32 1,193×1011{,}193\times10^{-1}
6 27,82 1,255×1011{,}255\times10^{-1}
7 68,39 1,286×1011{,}286\times10^{-1}
8 168,1 1,280×1011{,}280\times10^{-1}
9 413,3 1,401×1011{,}401\times10^{-1}
10 1016 6,710×1026{,}710\times10^{-2}
11 2497 3,274×1013{,}274\times10^{-1}

Constantes de verificação (Tabela 2): ν=0,20\nu=0{,}20; α=10×106C1\alpha=10\times10^{-6}\,^{\circ}\mathrm{C}^{-1}.

Arquivos auxiliares:

Unidades no código. O livro Itumbiara tabula EE em kgf/cm². O pacote aplica fatores de conversão (E_MPa = (10^6/D0_{\mathrm{livro}})\times 0{,}1) para trabalhar em MPa e JJ em 106/MPa10^{-6}/\mathrm{MPa}. Os valores de E(z)E(z) nas idades 1, 3, 7, 28, 91 d batem com a Tabela 3 do artigo (ex.: E(3)16120MPaE(3)\approx16\,120\,\mathrm{MPa}).

Históricos térmicos (carregamento)

dois tipos de histórico no artigo. Não misture.

A) Campos separáveis (Figura 6 / Seção 8.3)

B) Laje fixa (Seção 9.2) — histórico contínuo de fundação

Caso de onde saem ref_laje_fixa_centro.csv (tensões) e o overlay.

Item Valor
Tipo Laje sobre terreno (fundação); restrição εx=εy=0\varepsilon_x=\varepsilon_y=0, face livre σz=0\sigma_z=0
Espessura L=3mL=3\,\mathrm{m}
Ponto reportado Centro (x=1,5mx=1{,}5\,\mathrm{m})
Cond. inicial T0=Tamb=20CT_0=T_{\mathrm{amb}}=20\,^{\circ}\mathrm{C}
Condução 1D k=7,5kJ/(mhC)k=7{,}5\,\mathrm{kJ/(m\cdot h\cdot{}^{\circ}C)}, ρ=2400kg/m3\rho=2400\,\mathrm{kg/m^{3}}, c=0,75kJ/(kgC)c=0{,}75\,\mathrm{kJ/(kg\cdot{}^{\circ}C)}α=0,10m2/d\alpha=0{,}10\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d}
Convecção hc=43,2kJ/(m2hC)h_c=43{,}2\,\mathrm{kJ/(m^{2}\cdot h\cdot{}^{\circ}C)} nas duas faces
Geração Função “Hill”: ΔTadi=50C\Delta T_{\mathrm{adi}}=50\,^{\circ}\mathrm{C}, τ=36h\tau=36\,\mathrm{h}, β=2\beta=2
Maturidade Arrhenius Ea/R=4000KE_a/R=4000\,\mathrm{K}, Tref=20CT_{\mathrm{ref}}=20\,^{\circ}\mathrm{C}
Pico no centro 68C\approx 68\,^{\circ}\mathrm{C} aos 2,5d2{,}5\,\mathrm{d}
Material mecânico Mesmo Itumbiara reológico

CSV de temperatura (centro e média da seção):

CSV de resposta mecânica no centro (já usado no overlay):

C) Laje livre (Seção 8.3.5) — outro caso

Espessura L=1,5mL=1{,}5\,\mathrm{m}, campo não separável, resultante e momento nulos. Não é o CSV da laje fixa. Figura no artigo (Fig. 11); arquivo de T(y,t)T(y,t) completo pode entrar numa onda futura do portal.

Como um usuário típico se situa (roteiro)

  1. Ler esta página e baixar JJ (CSV ou pacote).
  2. Escolher o caso — Fig. 6 (separável) ou laje fixa (histórico Hill L=3mL=3\,\mathrm{m}).
  3. Rodar o próprio solver com o mesmo material e o mesmo T(t)T(t) (ou θ(t)\theta(t)).
  4. Exportar σ(t)\sigma(t) (ou o componente pertinente) em CSV.
  5. Comparar — overlay na página de fluência (assinante) ou diferença em planilha contra o CSV IRC.

Referência bibliográfica do material

Andrade, W. P. et al. — dados de fluência / módulo da UHE Itumbiara (1997), conforme citados e tabelados no artigo IRC. O ajuste D0+D1+D_0+D_1+núcleo e a implementação incremental são os desta Parte I.