Legado · Validação térmica

Pilares da UHE São Manoel

Retroanálise do monitoramento do vertedouro, campanha de 21 a 25 de setembro de 2015 no trecho instrumentado. O pilar P4 é o caso de referência. Os outros quatro pilares entram com a mesma idealização geométrica, para o usuário repetir o ajuste.

Artigo: Validação analítica e numérica do problema termo-químico do concreto nas primeiras idades · DOI 10.70271/rirc.v1n2a008

Quadro de dados

A peça é lida como laje infinita: em pilar alto, com fôrma deslizante, a perda pelas faces laterais domina no horizonte do monitoramento. A espessura efetiva é a distância entre essas faces.

Item Valor
Modelo laje infinita, L=5,0mL=5{,}0\,\mathrm{m}
Termômetro x=2,5mx=2{,}5\,\mathrm{m}
Ea/RE_a/R na retroanálise 00
Parametrização Hill de dois termos em ∂TQ/∂t\partial T^{Q}/\partial t
T∞T_{\infty} adotado no P4 25,0∘C25{,}0\,^{\circ}\mathrm{C}

Lançamento de cada pilar:

Pilar Lançamento T0T_0 (°C) tft_f (h) nn TmáxT_{\mathrm{máx}} medido (°C)
P1 2015-09-10 22:00 26,8 319 75 57,9
P2 2015-09-11 06:00 22,9 311 73 71,5
P3 2015-09-11 22:00 22,8 295 69 67,5
P4 2015-09-15 06:00 21,5 215 49 69,8
P5 2015-09-16 06:00 21,2 191 43 70,2

O ambiente médio da campanha, na tabela de lançamento do relatório, fica entre 25,725{,}7 e 26,1∘C26{,}1\,^{\circ}\mathrm{C}. No P4 a retroanálise usa 25,0∘C25{,}0\,^{\circ}\mathrm{C}.

Resultado de referência — P4

Dois cenários de h2h^{2}.

Grandeza h2h^{2} fixo em 0,0045m2/h0{,}0045\,\mathrm{m^2/h} h2h^{2} livre
ΔT1\Delta T_1 (°C) 44,73 41,56
τ1\tau_1 (h) 16,68 16,66
β1\beta_1 5,50 5,53
ΔT2\Delta T_2 (°C) 2,36 7,19
τ2\tau_2 (h) 5,00 15,65
β2\beta_2 3,37 1,64
h2h^{2} (m2/h\mathrm{m^2/h}) 0,00450 0,00562
RMSE (°C) 0,76 0,27

Resultado de referência — P1 a P5

Difusividade prescrita h2=0,0057m2/hh^{2}=0{,}0057\,\mathrm{m^2/h}, ou livre.

Pilar RMSE, h2h^{2} fixo (°C) RMSE, h2h^{2} livre (°C) h2h^{2} livre (m2/h\mathrm{m^2/h}) TmáxT_{\mathrm{máx}} medido (°C)
P1 1,11 0,71 0,01160 57,9
P2 0,89 0,18 0,00698 71,5
P3 1,95 1,66 0,00477 67,5
P4 0,27 0,27 0,00571 69,8
P5 0,56 0,54 0,00541 70,2

P2, P4 e P5 fecham com RMSE abaixo de 0,6∘C0{,}6\,^{\circ}\mathrm{C} quando h2h^{2} é livre. P3 fica em 1,66∘C1{,}66\,^{\circ}\mathrm{C}. P1 mede 57,9∘C57{,}9\,^{\circ}\mathrm{C} e pede h2h^{2} quase o dobro do valor típico; o relatório tira P1 do ajuste global até confirmação de obra.

A redução de P2–P5 a uma curva isotérmica única, com Ea/R=4000KE_a/R=4000\,\mathrm{K} fixo, dá ΔT1=39,02∘C\Delta T_1=39{,}02\,^{\circ}\mathrm{C}, τ1=23,87h\tau_1=23{,}87\,\mathrm{h}, β1=2,695\beta_1=2{,}695, ΔT2=7,30∘C\Delta T_2=7{,}30\,^{\circ}\mathrm{C}, τ2=81,11h\tau_2=81{,}11\,\mathrm{h}, β2=3,827\beta_2=3{,}827, RMSE conjunto 3,21∘C3{,}21\,^{\circ}\mathrm{C}. O perfil de erro em função de Ea/RE_a/R é quase plano: estes históricos não separam a energia de ativação.

Séries t × Tmáx × teq × Q(t)

Tmax_C é a temperatura medida. Como a retroanálise usa Ea/R=0E_a/R=0, teq_h =t=t. Q_kJ_kg converte a elevação particular do arquivo com ρ=2400kg/m3\rho=2400\,\mathrm{kg/m^3}, ce=0,75kJ/(kg⋅∘C)c_e=0{,}75\,\mathrm{kJ/(kg\cdot^{\circ}C)} e C=300kg/m3C=300\,\mathrm{kg/m^3}. Essa conversão não entra no ajuste: o ajuste trabalha com a elevação em °C. Está na coluna para a série ter a mesma forma dos outros casos.

A geração particular destas séries é a do cenário com h2h^{2} livre no arquivo de monitoramento já processado.

Figuras do relatório

Concretagem e as duas peças instrumentadas.

Concretagem do pilar do vertedouro Pilar do vertedouro Pilar da tomada d’água

P4: monitoramento e solução analítica, h2h^{2} fixo e h2h^{2} livre.

P4, h² fixo P4, h² livre